Software As Service (SaaS), Mashups… etc

Março 30, 2007 at 3:27 am (Modelos de Negócio, Software As Service, web2.0)

Este novo(será?) modelo de negócios vem revolucionando a forma como iremos construir nossas aplicações futuras. Em vez de nos preocuparmos em (re) desenvolver nossas aplicações, iremos apenas acessar(ws,rest) API públicas(ou pagas… tsc tsc) que já implementem o serviço necessário.

Esta idéia não é necessariamente nova, pois a maior promessa do Desenvolvimento Baseado em Componentes (DBC) é justamente a mesma. A grande diferença é que no SaaS não existe deploy dos componentes(API) e os vendedores de serviço possuem um maior controle sobre seu negócio (leia-se fiscalização, pirataria ZERO!!) e liberdade de negociação com os compradores do serviço.

Mas o que seria esse maior controle? Pense que no modelo de negócios atual software é considerado como um produto fechado (Televisão, Computador, Geladeira…) , ou seja, a principal esquema de negóciação é aquele em que o usuário deseja um sistema, vai lá na prateleira (Ou na softwarehouse), compra e leva para casa para a implantação. Este modelo tradicional é conhecido como pay per copy(pague por cópia), e atualmente possui um alto grau de pirataria, pois com cada cópia do software vai um serial válido para o registro do software. E como todos nós sabemos, estes seriais podem ser compartilhados ou gerados (com os key gen’s). Observe que é a empresa de software que arca com os prejuízos da pirataria.

Neste novo modelo o software é considerado como serviço (TV a Cabo, Luz, Esgoto). Ou seja, de acordo com seu desejo (ou necessidade) você vai lá adquire o serviço(Um mashup com o Google Maps e um banco de dados geográfico da sua cidade, por exemplo) e quando não mais desejar você vai lá e cancela. Este modelo é conhecido como pay per use (pague pelo uso), a vantagem deste modelo é justamente o usuário ser responsável pela utilização do sistema principalmente sobre preço que irá pagar, além de que o vendedor do serviço sabe com certeza quem está utilizando o serviço, agora sendo capaz de bloquear os pirateiros.

Apesar de bloquear os pirateiros, este modelo não está imune a pirataria. Pois, assim como na vida real irá existir a figura do “gato” (Sim… ele mesmo, o mesmo “gato” da luz e da tv a cabo…), ou seja, a pessoa que terá acesso ao serviço utilizando a credencial de outra pessoa.

Observe que neste modelo a pessoa “lesada” é quem fica com o prejuízo da pirataria.

Sendo assim o Software as Service não vem apenas facilitar a criação rápida de aplicativos (Reuso de fato), mas também proteger as empresas produtoras de software com respeito a pirataria.

Você tem dúvidas de que o SaaS irá pegar?

Obs.: Neste post ainda ficou faltando abordar a liberdade de comercialização dos serviços no SaaS.

Por fim, vai um videozinho do youtube sobre a plataforma Apollo.

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Web2.0 Folksonomy (Tagging)? WTF?

Março 16, 2007 at 1:08 am (Folksonomia)

Um dos fenômenos mais interessantes da web 2.0 é a folksonomia ou tagging, que nada mais é do que associar um contexto (várias keywords) a uma informação em uma base compartilhada. Sendo assim, a grande inovação dos sistemas tagged’s é proporcionar uma busca contextual (Filtragem de Informações) mais eficaz do que os sistemas non-taggeds.

Ou melhor:

“Tagging-based systems enable users to categorize web resources by means of tags (freely chosen keywords), in order to re-inding these resources later. Tagging is implicitly also a social indexing process, since users share their tags and resources, constructing a social tag index, so-called folksonomy.”

Yusef Hassan-Montero  and Víctor Herrero-Solana

Em Improving Tag-Clouds as Visual Information Retrieval Interfaces 

Legal… mas o que isso tem demais? Bom, ao meu ver o interessante é que isto demonstra que estamos em um novo estágio da internet… em que nós (Eu e você inclusive!)  estamos  entendendo que a internet só tem significado e utilidade se as informações existentes forem encontradas de maneira simples e eficaz.  Então sempre que disponibilizar um conteúdo na web… tag nele!!

Obs.: Claro que para todos os outros problemas existe o google… quem sabe o google não cria uma base de dados universal para tag’s?? Google Base???

A review sobre o paper:

  •  Fala sobre um novo modelo de popular nuvens de tag’s levando em consideração a interelação entre as tags.
  • Relevância para meu estudo: 4
  • Inovação: 8
  • Relevância para mim: 10 (Gostei do assunto…)

 

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Component Description United!!!

Março 13, 2007 at 2:00 am (Componentes, Descrição de Componentes, RAS)

Como criar um padrão de fato para descrever componentes de software?? Esta é uma pergunta interessante, mas até hoje não respondida. Seria esta a pergunta de um millhão de doláres?? Em minhas lectures sobre componentes e mercados de componentes me deparei com um mais um paper (Component Market Specification Demand and
Standardized Specification of Business Components
) que apresenta informações relevantes que devem ser consideradas em uma descrição de componente… apesar do dito cujo fazer o favor de apresentar/relembrar diversos conceitos, como design by contract, the importance of component markets, composition. Sua maior importância foi justamente relembrar o meu questionamento interno sobre a importância da padronização.

Muitos esforços foram guiados neste sentido nos últimos anos, basta lembrar que em diversas conferências internacionais a descrição de componentes sempre esteve presente em algum paper.

Estes estudos e as necessidades da industria culminaram na aprovação do DRAFT da OMG para a especificação RAS (Reusable Asset Specification). Eis que o problema parecia estar resolvido e que em breve teriamos uma enxurrada de players dando suporte a especificação em suas ferramentas e repositórios… mas como de praxe(Ou praga?) isto não ocorreu (OMG hahahaha).

Para não ser mentiroso, o único player que mexeu um dedo foi a IBM que implementou em 2005 um repositório simples (RAS4W) e deu um leve suporte em sua suíte de desenvolvimento (WSAD).

Mas e agora? O que vamos fazer??? Pense que se uma especificação com grandes players (IBM, Microsoft, Flashline, ComponentSource…) não virou padrão, qual seria a chance de outra especificação tomar este lugar???

Tenho a sensação que está resposta está atrelada a tão falada WEB2.0 e seus formatos de descrição.

Claro que a idéia não é provocar uma reviravolta em todos os estudos sobre descrição de componentes…. e sim tornar a descrição algo simples e fáctivel.

Como exemplo, temos o sucesso do RSS.

Mas…. o que está abordagem difere das existentes?? Vale lembrar que a criação de um mercado GLOBAL de componentes é um dos requisitos para o sucesso do DBC, e já que esperar que todos iteroperem a nível de repositório é impraticável, poderiamos ao menos sonhar que as descrições dos assets(ativos) possam ser intercambiáveis. Já imaginou realizando uma busca no google(ou froogle) através destes metadados??? E  o oráculo respondendo todos nossos anseios na busca de componentes?

Para não perder o costume, aí vai o meu review…

* Review do Paper (Relevância: 8 / Inovação: 2 )

* Obs.: Um aspecto interessante do texto são as definições de termos recorrentes.

Ex.: We define a component market as an abstract place where components are exchanged and their value is determined by the bidding process between the supplier and the user of components.

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Planejamento para 2007

Março 8, 2007 at 12:53 pm (Planejamento)

Como sempre atrasado e sem tempo, vou tentar elaborar um planejamento (promessa??) e as atividades que estou realizando para cumprir este plano para este ano…

  • Plano: Melhorar conhecimento sobre estrutura de Dados e Algoritmos
    • Atividade: Cadeira do Mestrado Complexidade de Algoritmos e Estrutura de Dados
  • Plano: Criar senso crítico na área de B2B e Component Business Models
    • Atividade: Leitura de White Papers
    • Atividade: Comprar um livro de B2B
    • Atividade: Ler este livro!!!!
    • Atividade: Escrever um artigo em inglês falando sobre isto
  • Plano: Ficar seguro e tranquilo quanto aos conceitos e padrões j2ee
    • Atividade: Estudar intensamente os padrões J2ee do Livro Core j2ee patterns
    • Atividade: Ministrar o curso de Padrões da Dataprev em junho (40hrs)
  • Plano: OSGI: Fundamentos e conceitos.
    • Atividade: Desenvolver um exemplo de aplicação usando OSGI
  • Plano: Arquitetura de Software
    • Atividade: Estudar conceitos e sua funções em um processo de software
  • Plano: Repositórios de Software e Web 2.0
    • Atividade: Desenvolver um repositório usando apenas web 2.0
    • Atividade: Elaborar uma apresentação sobre a web 2.0 e apresentar em algum congresso/seminário.
    • Atividade: Atuar como consultor
  • Plano: Direito
    • Atividade: Estudar direito Constitucional e Administrativo, para não ser um zé mané.

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Desafios no Negócio de Componentes de Software

Março 1, 2007 at 3:11 am (Componentes, Modelos de Negócio, Software Business)

Normalmente as pequisas sobre DBC (CBD?) focalizam em áreas técnicas, deixando de lado um importante desafio (talvez o mais importante…) que é a venda de componentes de software. Negligenciar esta área talvez tenha sido um dos grandes fatores para a lentidão no surgimento e aceitação dos mercados de componentes (ie. ComponentSource) e até hoje uma das grandes dificuldades para a migração de empresas que se baseiam em projetos para o mundo de produtos.

O artigo apresenta uma visão geral sobre o mercado de componentes, enfatizando as dificuldades (Software standardisation, lack of quality components…) e a diferença entre o modelo tradicional de desenvolvimento (Project) para o modelo adequado para componentes (Product). A maior contribuição do trabalho é um estudo empírico sobre as relações B2B entre Customers e Component Suppliers.

OBS.: Interessante a Tabela 1 que apresenta uma comparação entre Software Project Business X Software Product Business.

Visualizar White Paper (Nina Helander & Paulina Ulkuniemi)

Meu review: 7 – Interessante, mas muito confuso.

Talvez seja a dificuldade inicial de entrar em uma nova área.

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